quinta-feira, 11 de março de 2010
Como descobri que tinha lúpus...
Preciso dizer como descobri que tinha Lúpus...Estava na praia de férias, após ter tentado pelo terceiro ano seguido passar no vestibular para medicina sem sucesso, quando comecei a ter fortes dores de cabeça, daquelas que você perde a noção de onde está. Meus pais me levaram direto ao hospital e lá diagnosticaram que eu estava com um infecção urinária fortíssima e precisava voltar a minha cidade para consultar um urologista. Foi exatamente o que fizemos, quando chegamos em Porto Alegre, fomos logo a um hospital e consultei com um urologista que na época era o melhor naquele hospital. Repeti todos os exames que confirmaram a infecção urinária. O médico pediu que eu tomasse direitinho a medicação e voltasse lá em 15 dias com os novos exames. Tomei os remédios, e qual não foi a surpresa quando o médico olhou meus novos exames, 15 dias depois, e constatou que estavam exatamente iguais aos anteriores. Isto se repetiu por mais 5 meses. Foi quando ele já sem saber o que fazer me indicou uma médica nefrologista, que salvou a minha vida, muito competente que depois de eu relatar os fatos disse que suspeitava que eu tivesse uma doença autoimune. A médica pediu imediatamente uma biópsia renal, o que comprovaria em poucos dias que o que eu tinha realmente era Lúpus. Foi daí então que iniciei meu primeiro tratamento.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Deus só dá aquilo que podemos carregar...
Descobri que tinha Lúpus há 20 anos atrás, no momento fiquei chocada, afinal era jovem, cheia de vida e de sonhos e era difícil admitir o quanto a doença poderia mudar a minha vida. O Lúpus estava atacando os meus rins e se eu não iniciasse imediatamente o tratamento poderia perdê-los. A médica avisou que o tratamento era horrível, que a maioria dos pacientes desistia porque não aceitava a doença, o resultado disso era, na maioria dos casos, a morte..Eu imediatamente aceitei o tratamento, afinal a morte não era o que eu esperava tão cedo, e tratei de me conscientizar de que eu poderia ser mais forte que a doença e não desanimaria nunca, pois tinha muitos desejos que precisava realizar. Tenho que admitir que o tratamento foi mesmo muito difícil, fiquei com os nervos a flor da pele, ganhei 10kg e ainda fiquei com os cabelos horrorosos, mas mantive a minha cabeça erguida e centrada no meu maior objetivo: VIVER! Aprendi que o fato de estar viva e rodeada de amigos e familiares era o meu maior tesouro, e que manter a mente ocupada e cheia de bons pensamentos me ajudava a ganhar a batalha contra a doença. A primeira batalha eu venci depois de alguns meses de tratamento, mas tive outras depois...
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